Sub-rede sem mistério
O que é sub-rede, como calcular na mão e uma calculadora pra conferir as contas.
Sub-rede é aquele assunto que todo mundo decora pra prova e esquece na semana seguinte. Só que no dia a dia ele aparece toda hora: configurar roteador, separar a rede das câmeras, entregar bloco de IP pra cliente.
Este post explica do zero. Tem uma calculadora no meio pra você brincar e conferir as contas. Se já é da área, os blocos Pro pessoal técnico são pra você.
O que é um IP
Pensa num endereço de casa: tem a rua e o número.
IP é igual. Em 192.168.1.10, uma parte diz qual é a rede (a rua) e o resto diz qual é o aparelho (o número da casa).
Quem diz onde termina a rua e começa o número é a máscara. É isso. Sub-rede é só decidir o tamanho da rua.
Binário em 2 minutos
Computador não entende 192 ou 168. Ele entende 0 e 1: desligado e ligado.
Cada pedaço do IP é uma fileira de 8 interruptores, os bits. Cada um tem um valor fixo:
128 · 64 · 32 · 16 · 8 · 4 · 2 · 1
Pra escrever um número, liga os que somam ele. Só isso.
Mais alguns:
- 255 = tudo ligado:
11111111 - 0 = tudo desligado:
00000000 - 168 = 128 + 32 + 8:
10101000
Por isso cada pedaço vai de 0 a 255. Com os 8 ligados, a soma dá 255, não tem como passar disso.
O IP tem 4 pedaços de 8 bits. 32 bits no total. Guarda esse número, ele volta já já.
Pro pessoal técnico: 32 bits dão 2³² ≈ 4,29 bilhões de endereços IPv4. Parece muito, mas acabou: o estoque central da IANA esgotou em 2011, e por isso existe CGNAT e IPv6. Pra converter rápido de cabeça, pensa a partir do 256: 192 = 256 − 64, 224 = 256 − 32, 240 = 256 − 16. Isso vai ser a base do cálculo de sub-rede.
Máscara e o tal do /24
Lembra da rua e do número? Dos 32 bits do IP, a máscara diz quantos são rua (a rede). O que sobra é número (o aparelho).
Ela aparece escrita de dois jeitos, e os dois dizem a mesma coisa:
- 255.255.255.0: a máscara por extenso.
- /24: o atalho. É só a contagem de quantos bits são de rede.
255 é tudo ligado, 8 bits. Então 255.255.255.0 são 8 + 8 + 8 = 24 bits de rede e 8 bits pros aparelhos. Por isso /24.
A divisão não precisa cair no ponto. No /26 a rede pega 2 bits do último pedaço. A máscara fica 255.255.255.192. Reconhece o 192? É o 11000000 lá de cima: os 2 primeiros ligados.
Quanto maior o número, menor a rede
Cada bit que vai pra rede é um bit a menos pros aparelhos. E cada bit a menos corta a rede pela metade:
- /24: 8 bits pros aparelhos = 256 endereços
- /25: 7 bits = 128 endereços
- /26: 6 bits = 64 endereços
- /27: 5 bits = 32 endereços
A conta é sempre 2 elevado aos bits que sobram. /26 sobram 6, 2⁶ = 64.
Parece invertido no começo: /30 é uma rede pequena, /16 é uma rede grande. O número conta os bits da rua. Quanto mais bits pra rua, menos sobra pras casas.
Pro pessoal técnico: a máscara é sempre uma sequência contínua de 1 seguida de 0. Não existe 255.0.255.0. Por isso só 9 valores aparecem num octeto de máscara: 0, 128, 192, 224, 240, 248, 252, 254 e 255. As antigas classes A, B e C (/8, /16, /24 fixos) morreram com o CIDR (RFC 4632), que deixa o prefixo ter qualquer tamanho. A wildcard usada em ACL e OSPF é a máscara invertida: /24 vira 0.0.0.255.
Por que dividir a rede
Dá pra colocar tudo numa rede só. Funciona, até parar de funcionar.
Pensa num escritório sem paredes: todo mundo no mesmo salão. Com 5 pessoas, tranquilo. Com 500, é barulho, ninguém sabe quem é de qual setor e qualquer um chega na mesa do financeiro.
Sub-rede é botar parede.
Menos barulho. Tem mensagem que vai pra todo mundo da rede ao mesmo tempo, o broadcast. Tipo alguém gritando no salão "quem é o 192.168.0.1?". Com poucos aparelhos, ninguém sente. Com mil, é todo mundo gritando o tempo todo. Rede menor, menos gente ouvindo cada grito.
Mais segurança. Câmera, escritório e Wi-Fi de visitante em redes separadas. Se o celular de um visitante tiver vírus, ele não enxerga os computadores do escritório. Pra passar de uma rede pra outra tem que passar pelo roteador, e lá você decide o que pode.
Mais organização. Bateu o olho no IP, sabe o que é. Tá entre 192.168.0.1 e 192.168.0.62? É câmera. Deu problema numa câmera, já sabe onde procurar.
IP público é caro. Esse é o lado do provedor. IPv4 acabou, e quem precisa compra de quem tem sobrando, a dezenas de dólares cada IP. Cliente empresarial que precisa de 5 IPs fixos não ganha 256. Ganha uma sub-rede do tamanho certo, e o resto do bloco vai pra outros clientes.
Pro pessoal técnico: na prática uma VLAN = uma sub-rede = um domínio de broadcast. ARP, DHCP, mDNS e afins inundam tudo dentro dele, então rede de usuário raramente passa de um /23. A segmentação de verdade vem do roteamento entre VLANs com ACL ou firewall no meio. Sub-rede sozinha, sem filtro no gateway, só organiza. No ISP, o bloco público é recortado em pedaços pequenos pros links e pros clientes que precisam de IP fixo. Pra base residencial entra o CGNAT com 100.64.0.0/10, justamente pra economizar IPv4.
A conta na mão
Agora a parte que cai na prova. Parece difícil, mas é uma subtração e uma contagem.
Por que sempre tem um "menos 2"
Toda rede guarda 2 endereços que não vão em aparelho nenhum:
- O primeiro é o endereço de rede. É a placa com o nome da rua, não é uma casa.
- O último é o broadcast. É o alto-falante: mandou pra ele, chega em todo mundo da rede.
Então a conta de IPs utilizáveis (os que dá pra colocar em aparelho) é 2 elevado aos bits que sobram, menos 2.
- /24: 256 − 2 = 254 IPs utilizáveis
- /26: 64 − 2 = 62 IPs utilizáveis
O número mágico
Quatro passos:
- Acha o pedaço da máscara que não é 255 nem 0. É ali que a rede divide.
- Pulo = 256 − esse pedaço. Esse é o número mágico.
- Conta de pulo em pulo a partir do 0: são os começos de cada sub-rede.
- Vê em qual bloco o seu IP cai. O começo do bloco é a rede. O fim do bloco é o broadcast. O que tá no meio é aparelho.
Exemplo 1: 192.168.1.10/26
- Máscara: 255.255.255.192. O pedaço que interessa é o 4º.
- Pulo: 256 − 192 = 64.
- Blocos: 0, 64, 128, 192.
- O 10 cai no bloco que começa no 0 e vai até o 63.
Resultado:
- Rede: 192.168.1.0
- Broadcast: 192.168.1.63
- IPs utilizáveis: 192.168.1.1 até 192.168.1.62, são 62
Exemplo 2: 172.16.45.200/20
Esse assusta mais, mas é a mesma coisa.
- /20 = 8 + 8 + 4. Máscara: 255.255.240.0. O pedaço que interessa é o 3º.
- Pulo: 256 − 240 = 16.
- Blocos no 3º pedaço: 0, 16, 32, 48…
- O 45 cai no bloco que começa no 32 e vai até o 47.
O 4º pedaço (o 200) você ignora. Depois do pedaço que interessa, na rede é tudo 0, no broadcast é tudo 255.
- Rede: 172.16.32.0
- Broadcast: 172.16.47.255
- IPs utilizáveis: 172.16.32.1 até 172.16.47.254. Sobram 12 bits, 2¹² − 2 = 4.094
Pode conferir os dois na calculadora lá embaixo.
Pro pessoal técnico: o que o número mágico faz é um AND bit a bit entre IP e máscara. No exemplo 2, o 3º pedaço: 45 = 00101101, máscara 240 = 11110000, AND = 00100000 = 32. Broadcast é a rede OR wildcard: 172.16.32.0 OR 0.0.15.255 = 172.16.47.255. O pulo é sempre potência de 2 (128, 64, 32, 16, 8, 4, 2, 1), e é exatamente o valor do último bit ligado da máscara naquele pedaço.
O caminho contrário
Na vida real a pergunta costuma vir ao contrário: "tenho 50 aparelhos, qual máscara eu uso?"
Três passos:
- Soma 2 (a rede e o broadcast): 50 + 2 = 52.
- Acha a primeira potência de 2 que cabe: 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256… O 52 não cabe no 32, cabe no 64.
- 64 = 2⁶. São 6 bits pros aparelhos. 32 − 6 = /26.
Resposta: /26, máscara 255.255.255.192. São 62 IPs utilizáveis.
Mais alguns:
- 10 câmeras: 12 → cabe no 16 → 4 bits → /28 (14 utilizáveis)
- 100 computadores: 102 → cabe no 128 → 7 bits → /25 (126 utilizáveis)
- 2 roteadores ligados entre si: 4 → cabe no 4 → 2 bits → /30 (2 utilizáveis)
- 300 aparelhos: 302 → cabe no 512 → 9 bits → /23 (510 utilizáveis). Passou de 254, não cabe mais num /24.
Dois erros clássicos
Esquecer do roteador. Ele também usa um IP da rede. 62 aparelhos num /26 parece que cabe certinho, mas com o roteador são 63. Não cabe.
Planejar só pro hoje. Tem 55 aparelhos e escolheu /26? Ano que vem chega mais gente e você vai ter que trocar o IP de todo mundo. Deixa folga, igual margem de potência na fibra. Na dúvida, pega o próximo tamanho.
A calculadora faz essa conta no campo "Preciso de".
Pro pessoal técnico: a fórmula fechada é prefixo = 32 − ⌈log₂(n + 2)⌉. No DHCP, separa um pedaço da faixa pra IP fixo (gateway, servidor, impressora, AP) e deixa o pool só com o resto. Assim o DHCP não entrega um IP que já tá em uso.
Tabela de cola
Pra não fazer conta toda hora. Do /24 ao /32 é o que mais aparece no dia a dia.
| Prefixo | IPs utilizáveis | Máscara | Endereços | Uso comum |
|---|---|---|---|---|
| /24 | 254 | 255.255.255.0 | 256 | Rede de casa |
| /25 | 126 | 255.255.255.128 | 128 | |
| /26 | 62 | 255.255.255.192 | 64 | Setor de uma empresa |
| /27 | 30 | 255.255.255.224 | 32 | |
| /28 | 14 | 255.255.255.240 | 16 | Câmeras, servidores |
| /29 | 6 | 255.255.255.248 | 8 | Bloco pequeno de IP fixo |
| /30 | 2 | 255.255.255.252 | 4 | Link entre 2 roteadores |
| /31 | 2 | 255.255.255.254 | 2 | O mesmo, sem desperdício |
| /32 | 1 | 255.255.255.255 | 1 | Um IP só |
Repara em três coisas:
- Cada linha é metade da de cima. Um bit a mais na rede, metade dos endereços.
- O fim da máscara segue sempre a mesma sequência: 0, 128, 192, 224, 240, 248, 252, 254, 255. Decorou, a tabela sai sozinha.
- A coluna "Endereços" também é o pulo da conta na mão. /27? Pula de 32 em 32.
O /31 e o /32 fogem da regra do "menos 2". Explico já já.
Pro pessoal técnico: acima do /24 é a mesma tabela, só que no 3º pedaço. /23 = 255.255.254.0 (512), /22 = 252 (1.024), /21 = 248 (2.048), /20 = 240 (4.096), até /16 = 255.255.0.0 (65.536). Atalho: cada bit a menos dobra, então /22 = 4 × /24, e /20 = 16 × /24.
Casos especiais
A regra do "menos 2" vale pra quase tudo. Quase.
/30 e /31: link entre dois roteadores
Entre dois roteadores ligados direto, só tem 2 aparelhos. Um /30 resolve: 4 endereços, tira a rede e o broadcast, sobram 2.
Só que metade foi pro lixo. Com IP público, isso dói.
O /31 corta o desperdício: 2 endereços, os 2 vão pros roteadores. Num link ponto a ponto não tem pra quem fazer broadcast, do outro lado só tem um. Então a regra do "menos 2" não faz sentido ali.
Equipamento atual quase todo aceita /31. Os mais antigos, nem sempre. Testa antes de sair padronizando.
/32: um IP só
/32 não é uma rede, é um endereço sozinho. Aparece em lugares como:
- Loopback do roteador: um IP que nunca cai, usado como identidade do equipamento.
- Rota pra um destino específico: "pra esse IP aqui, vai por ali".
- IP de um equipamento só: quando a rede inteira é um único endereço.
IPs privados
Esses três blocos são reservados pra uso interno. Não andam na internet:
- 10.0.0.0/8
- 172.16.0.0/12 (de 172.16 até 172.31)
- 192.168.0.0/16
Qualquer um pode usar dentro de casa ou da empresa. Na saída pra internet, o roteador troca pelo IP público. Isso é o NAT. Por isso a sua casa e a do vizinho podem ter um 192.168.1.10 ao mesmo tempo, sem briga.
Pegadinha clássica: 172.32.0.1 é público. O bloco privado do 172 vai só até o 31.
CGNAT: 100.64.0.0/10
Não tem IP público pra todo mundo. Então o provedor coloca vários clientes atrás de um IP público só, e usa a faixa 100.64.0.0 até 100.127.255.255 no meio do caminho.
Como saber se você tá atrás de CGNAT: olha o IP da WAN do seu roteador. Começou com 100.64 até 100.127? Tá.
Na prática: dá pra navegar normal, mas não dá pra abrir porta pra acessar câmera ou servidor de fora. Pra isso, só com IP público (geralmente pago à parte) ou IPv6.
Outros que você vai esbarrar
- 127.0.0.1: o próprio computador. Mandou pra ele, não sai da máquina.
- 169.254.x.x: o aparelho não achou DHCP e se deu um IP sozinho. Viu isso, o problema é cabo ou DHCP.
- 0.0.0.0/0: "qualquer lugar". É a rota padrão: o que não tem rota específica vai por ela.
A calculadora reconhece esses tipos no campo "Tipo do endereço".
Pro pessoal técnico: /31 em ponto a ponto é a RFC 3021. Privados são a RFC 1918. 100.64.0.0/10 é a RFC 6598 (shared address space): foi feito pro CGNAT e não deve ser usado como rede privada na LAN de cliente, senão conflita com o CGNAT do provedor. 169.254.0.0/16 é link-local, RFC 3927. No CGNAT, só o IP público não identifica o cliente: o provedor precisa guardar IP + porta + horário nos logs. Muita gente usa alocação em blocos de portas pra deixar esse log menor.
Calculadora
Agora é com você. Testa os exemplos do post, ou o IP da sua casa.
- Digita o IP e arrasta a barra da máscara. Pode colar direto no formato
192.168.1.10/26. - Em binário, azul é a rua e verde é o número. Arrasta a barra e vê a divisão andar.
- Quebrar em pedaços lista as sub-redes menores e destaca a do seu IP.
- Preciso de faz o caminho contrário: diz a máscara pra quantidade de aparelhos.
Não sabe o IP da sua casa? No Windows, abre o prompt e digita ipconfig. No celular, fica nos detalhes da rede Wi-Fi. Quase sempre é um 192.168 alguma coisa, com /24.
Indo além
Três assuntos que aparecem depois que o básico entra na cabeça. Aqui vai só o resumo: cada um vai ganhar post próprio. Se você é leigo, o começo de cada um já basta.
VLSM: cada rede do tamanho certo
Ninguém obriga a dividir em pedaços iguais. Dá pra pegar um /24 e cortar do tamanho de cada necessidade.
Exemplo: uma empresa com 100 computadores, 50 câmeras, 20 no Wi-Fi de visitante e um link entre dois roteadores. Tudo dentro de 192.168.10.0/24:
- 100 computadores → /25: 192.168.10.0 até .127
- 50 câmeras → /26: 192.168.10.128 até .191
- 20 visitantes → /27: 192.168.10.192 até .223
- Link → /30: 192.168.10.224 até .227
Sobra de .228 até .255 pra crescer.
A regra é uma só: do maior pro menor. Cada sub-rede tem que começar num múltiplo do próprio tamanho: um /26 começa em 0, 64, 128 ou 192. Se você encaixa os pequenos primeiro, eles ficam no meio do caminho e o grande não cabe mais.
Sumarização: juntar em vez de dividir
É o caminho contrário. Quatro redes seguidas:
- 192.168.0.0/24
- 192.168.1.0/24
- 192.168.2.0/24
- 192.168.3.0/24
Viram uma só: 192.168.0.0/22. O roteador lá na frente guarda 1 rota em vez de 4. Numa rede grande, isso é a diferença entre uma tabela de rotas organizada e uma bagunça.
Só funciona se as redes forem seguidas e alinhadas. 192.168.1.0 até 192.168.4.0 também são 4 redes seguidas, mas não começam num múltiplo de 4. Não viram um /22.
IPv6: mesma ideia, conta mais fácil
IPv6 tem 128 bits em vez de 32 e é escrito em hexadecimal: 2001:db8:abcd:12::1. Assusta, mas a conta de sub-rede fica mais fácil, porque endereço sobra:
- Rede local é sempre /64. Não tem o que calcular.
- Não existe broadcast, então acabou o "menos 2".
- O cliente recebe do provedor um bloco maior e quebra em várias /64.
Pra dividir, é só contar em hexadecimal no pedaço certo. Um /56, por exemplo, dá 256 redes /64: de 2001:db8:abcd:1200::/64 até 2001:db8:abcd:12ff::/64.
A calculadora deste post é só IPv4.
Pro pessoal técnico: VLSM exige protocolo de roteamento classless: OSPF, IS-IS, BGP, EIGRP. RIPv1 não leva máscara no anúncio e quebra tudo. Na sumarização, cria a rota resumida apontando pra null0 (ou blackhole), senão tráfego pra um pedaço que não existe fica em loop. No OSPF ela é feita na ABR, com area range. No BGP, o menor prefixo IPv4 aceito na internet é /24: mais específico que isso costuma ser filtrado. Em IPv6, o /64 é obrigatório pro SLAAC. Em link ponto a ponto usa-se /127 (RFC 6164), o primo do /31. O bloco do cliente chega por DHCPv6-PD.
Fechamento
Sub-rede é rua e número. A máscara diz onde um termina e o outro começa. O resto é contar de pulo em pulo.
Pra levar:
- IPs utilizáveis = 2 elevado aos bits que sobram, menos 2.
- Pulo = 256 − o pedaço da máscara que não é 255 nem 0.
- Rede é o começo do bloco, broadcast é o fim.
- Dividindo em tamanhos diferentes, maior primeiro. E sempre com folga.
Faz na mão, confere na calculadora. Depois de umas três vezes, sai de cabeça.